Então você percebe que andou demasiadamente na contra mão do seu destino. Que poderia ter mudado seu curso, ter aprendido com os tombos e se levantado para o mundo. Então... A certeza bate implacável. Você aprende que a razão para se estar viva é compreender e aceitar a morte como a única coisa definitiva. Você chora o tempo que desperdiçou. Os breves momentos que em vez de vividos se transformaram em cobranças. Ninguém pode deter o tempo, ele implacável segue seu caminho. Ah! Quanta coisa cabe num minuto. Quantas alegrias podemos tirar de um segundo. A vida não é ruim. Nós a tornamos com nosso egoísmo.
Viva o hoje. O amanhã reside na esperança. Faça de cada segundo um aprendizado. Ame mas, não coloque regras no amor. Se dê, mas, não exija da dádiva entrega. E, se envelhecer com a mente lúcida, agradeça. Quantos na idade avançada já nem se lembram que viveram? Razão e paixão se diferem? Não é a paixão que move a razão? Se apaixone de si mesmo. Se entregue sem cobrar atitudes, pois o amor pleno é quando aceitamos as estações da vida, como as da natureza. Seja o inverno rigoroso. O verão implacável. O outono suave, a primavera perfumada e florida. Nunca permita que a insegurança transforme seus dias em arrependimento. Viver não é privilégio...
É dádiva.

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