sexta-feira, 22 de abril de 2011

enas o que quero expressar.



Muitas vezes é difícil encontrar as palavras certas para falar o que se pensa, não há um livro inteiro que consiga expressa o que realmente sentimos ou achamos, nem uma canção que faça-nos identificar até a última vírgula. Por isso não me atenho a palavras nesse post, contudo a trechos.
Oswaldo Montenegro, e sua famosa “música”, metade, é um grito pro meu coração, não há quase nada que eu tiraria, mas ainda há, então, trancrevo trechos.
Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
porque metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que a mulher que amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.
[...]Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso.
[...]Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer[...].

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