segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

''Todas as noites, um segundo antes de afundar, pensava — onde quer que você esteja, meu príncipe, em qualquer região da minha mente, no mínimo interstício, na fímbria do pensamento, frincha da memória, dobra da fantasia, faixa vibratória passada presente futura, aqui vou eu ao seu encontro, meu bem.''

Tudo culpa da aparência..

"Ele pode estar olhando as suas fotos. Neste exato momento. Porque não? Passou-se muito tempo. Detalhes se perderam. E daí ? Pode ser que ele faça todas as coisas que você faz. Escondida. Sem deixar rastro nem pistas. Talvez ele faça aquela cara de dengoso e sinta saudade do quanto você gostava disso. Ou percorra trajetos que eram seus, na tentativa de não deixar que você se disperse das lembranças. As boas. Por escolha ou fatalidade, pouco importa, ele pode pensar em você. Todos os dias. E ainda assim preferir o silêncio. Ele pode reler seus bilhetes, procurar o seu cheiro em outros cheiros. Ele pode ouvir as suas músicas, procurar a sua voz em outras vozes. Quem nos faz falta acerta o coração como um vento súbito que entra pela janela aberta. Não há escape. Talvez ele perceba que você fa...z falta. E diferença. De alguma forma, numa noite fria. Você não sabe. Ele pode ser o cara com quem passará aquele tão sonhado inverno em Paris. Talvez ele volte. Você confia nele? - Sim."

Não da pra entender

"Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.
Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?
A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.
Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.
A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.
Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo."

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sempre o mesmo pensamento

Sempre penso em ti como minha única saída, imagino-te perfeito, meu. Olho-te nos olhos e me lembro das estórias de amor e romance que outrora a minha avó me contava. Histórias, estórias momentos que eu desejaria poder viver contigo, garoto. Sentir tua pele na ponta de meus dedos é o prazer de tocar um livro novo, a pétala de uma flor, o arrepio d’uma pena de pássaro ao tocar fundo minh’alma. Deitados na cama, com o silêncio pairando no ar, os relógios virados de cabeça para baixo e uma música de fundo. Fiquemos assim por horas, dias a fio acompanhando as notas do violão, do piano, do violino enquanto bebemos vinho, prazer e tempo. Que a loucura carnal se misture com o desejo do amor, que este amor nos abrace e nos esquente, nos afogue em doce e perfume, que envolva nossos corações com o mais gostoso vinho. Estes momentos hão de perdurar, hão de ser a válvula de escape de nossas vidas; que nos percamos neste mundo, andemos torto, cansados, mas continuemos a nos envolver em música - a nossa trilha sonora, inspirada nos contos de outrora de minha avó.

Sobre coisas que valem a pena

Existem coisas que a gente não precisa ouvir, mas por mais que a gente tente elas não passam por desercebidas. Tenho muitas coisas incompreendidas dentro de mim, as quais nem sei porque ainda existem. Não, eu não consigo esquecer. Simplesmente não consigo fechar os olhos sem pensar no quanto a realidade é diferente. É tão mais seguro fechar-se contra tudo e todos, aparentemente. No entanto sempre acabamos nos deixando levar pelo sentimento. Cegamente. E sempre querendo ir mais além, sem pensar no que possa acontecer. E é no final do dia, colocando a cabeça no travesseiro que percebemos o quanto valeu a pena. E sempre vale.

Fonte: Sinta o Amor
www.sinta-o-amor.blogspot.com 

Confesso




Confesso que apesar de todos dizerem que estou fazendo a coisa errada, de que ele não é o homem certo para mim, ainda sim eu insisto. Confesso que apesar de saber que ele nem lembra da minha existência, ainda sim espero o telefone tocar. Confesso que apesar de jurar que quando ele ligar não atenderei ainda sim me preparo para ouvir sua voz. Confesso que apesar de dizer a todos que não quero, mas saber dele, ainda sim meu estômago embrulha só de ouvir o seu nome. Confesso que apesar de saber que ele nesse momento pode estar nos braços de outra, ainda sim espero o dia em que ele estará em meus braços. Confesso que apesar de todos os motivos para não ama – lo.. Não consigo entregar meu coração a outro, e como um vício, uma droga, ele me prende, me entorpece, me cega, me faz dele como nenhum outro jamais conseguiu, me faz querer apenas ele. Mas no fundo, bem lá no fundo.. Eu confesso que não quero esquece – lo, não quero esquecer seu sorriso, seus beijos, seus abraços, seu cheiro, sua voz..
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